Caderno de quotes de livros: A Knight of the Seven Kingdoms

Mais um livro do George R. R. Martin que se passa no universo A Song of Ice and Fire – mas cerca de 90 anos antes dos acontecimentos narrados no “A Game of Thrones”. “A Knight of the Seven Kingdoms” reúne três contos que giram em torno do cavaleiro andante Dunk e seu escudeiro Egg, e as histórias são uma graça. Tem mortes brutais e corpos em decomposição, sim, mas o que fica é a fofura que é o desenvolvimento dos personagens centrais. Parece que mais contos de Dunk e Egg vão ser lançados depois de “The Winds of Winter” (o aguardadíssimo sexto livro da saga A Song of Ice and Fire), e já quero ler todos!

Para o caderno de quotes de livros:

“He should have turned and fled, but he ran toward her instead, running slowly as you always did in dreams, as if the very air had turned to honey.” (p. 204)

Caderno de quotes de livros: S.

Uma pausa nos posts sobre Israel porque estou com dois livros que já terminei faz tempo e não atualizei no meu caderno de quotes.

O primeiro é o “S.”, que ganhei de presente do Alex e é um dos livros mais diferentões que eu já vi. É meio “Inception”, porque é um livro dentro de um livro, com uma história que se desenvolve em cima de outra história em cima desse livro dentro do outro livro (ahn?!). Pois é: ele é escrito pelo Doug Dorst e idealizado pelo J. J. Abrams (Lost; “Cloverfield”; “Mission: Impossible”).

Pro caderno de quotes de livros:

“’That’s why people like Vévoda always have the advantage, you know,’ Corbeau says, rubbing her nose. ‘Over people like us. Because we’re cursed with the belief that people matter. It’s much, much easier to bend the world to your will if bending the world is what matters most to you.’” (p. 133)

A shooter is not just a man with a gun, he thinks as he runs, but a man who chooses to pull its trigger.” (p. 253)

“’If you mistreat many, many people for many, many years, eventually one of them will grow desperate enough to risk her life to stop you,’ she says. ‘One person’s audacity: the only prerequisite for resistance.’” (p. 402)

Diário de bordo do ulpan: meses 1 e 2

Hoje na aula a gente estava escrevendo a base de um dos textos que vamos ter que decorar para o exame final do ulpan, e eu pensei: “uau, há dois meses eu não sabia nem as letrinhas do alfabeto, e agora já consigo escrever meia página de informações!”. Daí achei que seria interessante manter um diário de bordo aqui no blog, registrando a minha evolução no aprendizado de hebraico de mês a mês :)

As aulas começaram no dia 9 de julho; como estou lançando o diário hoje, vou postar aqui os meses 1 e 2.

Minhas anotações nos primeiros dias de aula no ulpan. Foto: Sarah Lee/Gaveta de esquilo

Mês 1 (de 9 de julho a 9 de agosto):

– Coisas importantes que aprendi: como escrever o alephbet (alfabeto hebraico); as diferenças entre letra cursiva e letra de forma; como contar de 1 a 100; como falar os dias da semana; perguntas básicas como “o quê?”, “quem?”, “quando?”, “onde?”, “por quê?”; verbos básicos como “morar”, “estudar”, “escrever” e “trabalhar” – sempre no presente; como conjugar verbos e adjetivos de acordo com o gênero de quem está falando, com quem a pessoa está falando e sobre o que elas estão falando.

– Coisas que me surpreenderam: quando a professora foi ensinar como contar de 1 a 10 e de repente a sala inteira começou a contar junto. Eu era uma das únicas pessoas que ainda não sabiam, e a sensação não foi legal. Foi aí que eu descobri que muita gente da minha sala já tinha estudado hebraico em ulpans em seus países de origem antes de vir para Israel, ou seja, estávamos todos em uma sala teoricamente para iniciantes, mas não estávamos todos no mesmo nível. (leitura complementar aqui)

– Coisas que achei especialmente difíceis: decorar os números e os dias da semana; diferenciar as letras “hey”, “resh” e “chet”.

Anotações ao fim do primeiro mês de aula. Foto: Sarah Lee/Gaveta de esquilo

Mês 2 (de 9 de agosto a 11 de setembro):

– Coisas importantes que aprendi: palavras espaço-temporais como “norte”, “sul”, “leste”, “oeste”, “semana”, “mês”, “ano”, estações do ano; como dizer as horas; palavras relacionadas à casa como “quarto”, “cozinha” e “banheiro”; preposições e conjunções; pronomes possessivos; muitos verbos, e agora também no infinitivo; introdução aos tempos verbais no passado.

– Coisas que me surpreenderam: descobrir (cofcof, na verdade o Alex que me explicou) que todos os verbos em hebraico possuem uma raiz, formada por duas ou três consoantes, que é usada para formar um monte de palavras com significados relacionados. Por exemplo: no verbo לחשוב (“pensar”), a raiz é חשב; e essa raiz é usada para formar a palavra מחשב (“computador”), cujo significado é “o que pensa”.

– Coisas que acho especialmente difíceis: decorar a montoeira de novos verbos que aprendemos a cada semana; ler textos sem vogais. Como eu expliquei aqui, as vogais existem, mas elas aparecem apenas em dicionários, livros infantis e livros de alfabetização. Pra gente no ulpan, no começo tudo era escrito com vogal, mas, conforme avançamos nos estudos, elas estão sumindo das páginas do livro e do caderno.

Anotações ao fim do segundo mês de aula no ulpan. Nós tivemos quase três semanas de férias entre agosto e setembro, mas mesmo assim aprendemos bastante coisa. Foto: Sarah Lee/Gaveta de esquilo

[Cries in Hebrew] – parte 2

Eu passei um mês inteiro rascunhando um texto enorme e superemotivo para ser a continuação deste post, mas estou apagando tudo e escrevendo de novo porque hoje a mesa virou.

Antes, uma breve contextualização com um resumo do que eu ia publicar originalmente:

Aprender hebraico não é a pior parte de aprender hebraico. Porque é claro que começar um idioma novo do zero é difícil; isso eu já esperava. O que eu não tinha antecipado é o quão sozinha eu ia me sentir durante todo esse processo.

Expectativa: “O ulpan é uma comunidade que trata cada aluno com o mesmo cuidado e atenção, porque estamos todos no mesmo barco.”
Realidade: hahaha

Expectativa: “No ulpan eu me sinto confiante durante as aulas, porque estudo com pessoas que estão no mesmo nível que eu.”
Realidade: hahaha

Expectativa: “No ulpan as pessoas atravessam a barreira dos idiomas e se esforçam para se comunicar e gerar integração.”
Realidade: hahaha

Expectativa: “O ulpan é o melhor lugar para fazer amigos.”
Realidade: hahaha

Mas vamos falar de coisa boa? #iogurteiratoptherm

Hoje a gente recebeu o resultado da prova da semana e, pela primeira vez, eu, que cheguei a chorar no banheiro no intervalo das aulas porque me sentia isolada e atrasada em relação ao resto da turma, tirei nota máxima. Enquanto isso, a galera que passou os últimos dias sentada no pudim porque tinha certeza de que estava arrasando, tirou nota média.

Esta era eu por fora:

Esta era eu por dentro: