O McDonald’s israelense e uma breve lição sobre comida kosher

Morar no único país de maioria judaica do mundo significa que, em Israel, o cotidiano é pontuado pelas leis da Torá. Pooor exemplo, como já mencionei neste post, a jornada de trabalho padrão é de domingo a quinta-feira, respeitando o descanso do Sabbath, que começa no pôr do sol da sexta e vai até o sábado (é normal ir ao shopping center nesses dias e encontrar a maioria das lojas fechadas!). Sabendo disso, tava curiosa para conhecer o McDonald’s israelense, porque o judaísmo possui muitas diretrizes sobre o que é kosher – próprio para consumo -, e queria ver como a maior rede internacional de fast-food se adaptou a elas.

Antes, uma breve lição sobre comida kosher: o alimento kosher é aquele que obedece à lei judaica. Entre as especificações estão algumas sobre o alimento em si (ex: só pode comer animais terrestres que ruminam e têm a unha fendida; só pode comer animais aquáticos que possuem barbatanas e escamas); outras sobre a combinação dos alimentos (ex: não pode misturar carne e leite); e, no caso de estabelecimentos comerciais, outras como respeitar o Sabbath. Algumas dessas regras eu já tinha lido no Velho Testamento, em livros como Levíticos, capítulo 11, mas confesso que não sabia de muitas delas. Dona Wikipedia ajudou bastante)

Para a minha surpresa, nem todos os McDonald’s em Israel são completamente kosher – na verdade, a maioria não é. Mesmo assim, há várias diferenças entre os McDonald’s daqui e os de outros países. A primeira e mais óbvia é que não existe bacon (porcos possuem a unha fendida, mas não ruminam, por isso são considerados “imundos”). A segunda é que: por causa da regra de não misturar carne e leite, não há cheeseburger no menu! (Dona Wikipedia informa que nas unidades não-kosher você pode pedir para incluir queijo nos lanches, mas a gente só ficou sabendo depois). A terceira é que: o hamburguer aqui é grelhado no carvão, em vez de frito. Mas acho que isso não tem a ver com a Torá, é só uma questão de gosto mesmo.

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Pedi o combo de “Big America” com batata frita e Coca-Cola. Lembram que falei que é muito caro comer fora em Israel? O lanche custou 50 shekels (um shekel é mais ou menos um real). Foto: Sarah Lee/Gaveta de Esquilo
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O lanche, enorme, vem embrulhado em papel alumínio. Chique. E achei a qualidade muito melhor do que o McDonald’s brasileiro: a carne tem aparência e gosto de carne de verdade, e a alface e a cebola são fresquinhas. Mas senti a falta do queijo. Foto: Sarah Lee/Gaveta de Esquilo

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