Le Fofo

O nome mesmo é Le Bou, mas logo na primeira vez que fomos lá, a gente começou a chamar de Le Fofo – alcunha apropriada para um bistrô cor-de-rosa com banquinho do lado de fora e frascos de perfume decorando o banheiro.

O strogonoff de vitela era o meu prato preferido – quase chorei quando tiraram do cardápio -, mas o picadinho com arroz, feijão, ovo frito e pastel de banana e o spaghetti aos frutos do mar também conquistaram um lugar no meu coração.

Comer lá não era barato, então a gente costumava deixar pras ocasiões especiais. Quase sempre era nas semanas particularmente cansativas, quando rolava um “quer saber? Hoje eu mereço um almoço bem gostoso!” e então nos sentíamos ricas e finas com nossa entrada + prato principal + sobremesa e um suco de tangerina fresquinho. Outras vezes era nas despedidas da equipe.

Quatro gerações de éfiéfidáblias fizeram sua despedida no Le Fofo. Pessoas que saíram ou que foram saídas; e até uma pessoa que ia sair e já tinha passado pelo almoço do adeus, mas daí ficou, e depois foi saída. Para mim, foram quase cinco anos voltando ao mesmo restaurante para falar “até logo” pras amigas.

Eu fui da geração que iniciou a tradição, e, quando fui embora, a tradição morreu. Mas continuo tendo o maior carinho pelo lugar, tanto pela comida quanto pelas boas memórias.

(Hoje vi no Facebook um amigo postando uma foto de lá e fiquei com vontade de escrever.)

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A última ceia: meu almoço de despedida do FFW no Le Bou / Le Fofo e o fim de uma era. Foto: Sarah Lee/Gaveta de Esquilo

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