Los Angeles – Seul – Los Angeles – parte 5

A viagem pra Coreia teve vários momentos curiosos e memoráveis (gostei especialmente deste aqui, que eu explico melhor aqui), mas, neste último post da série Los Angeles – Seul – Los Angeles, eu escolhi falar sobre… Gangnam Style!

+ Algumas observações sobre a viagem à Coreia

Gangnam foi uma boa surpresa. Eu já tinha feito uma parada-relâmpago nesse distrito de Seul há alguns anos, em 2012, mas fiquei só na área comercial e não vi muita graça. Desta vez a gente estava por dentro dos paranauês e fomos direto pra região que vale o passeio: Shingsa-dong Garosugil.

Trata-se de uma rua de cerca de um quilômetro de comprimento que concentra alguns dos restaurantes e cafés mais charmosos da capital, além de lojas e mais lojas de grandes grifes internacionais ao lado de marcas coreanas independentes. Muitos visitantes passam por lá todos os dias, tanto locais quanto estrangeiros, e quase todos jovens, na faixa dos 20-30 anos. É movimentado, mas tranquilo o suficiente para gastar umas boas horinhas caminhando com calma e entrando em cada porta.

Passeando pelo distrito de Gangnam (o tempo todo com a música “Gangnam Style” na cabeça). Foto: Sarah Lee/Gaveta de Esquilo
Mais do “Gangnam Style”: cafés bonitinhos, lojas lotadas e, pelas ruas, só gente jovem. Foto: Sarah Lee/Gaveta de Esquilo

Ali por perto fica um restaurante que a gente procurou por indicação da minha tia, e que acabou sendo a melhor coisa que eu comi durante toda a estadia na Coreia: 쮸즈 딤섬+누들 (Jooo’s Dimsum + Noodle). Ele fica em uma ruela que passa quase despercebida, mas desça alguns poucos metros e não tem erro, você logo vai enxergar a fila pro restaurante.

O que acontece é que a comida é excelente e o lugar é minúsculo. Sério, eu contei 14 cadeiras. Para atender à demanda, eles desenvolveram uma técnica ninja de atendimento que eu nunca tinha visto: os pedidos são tirados na fila, e na fila apenas. À medida que os pratos vão ficando prontos na cozinha – e os clientes que terminaram de comer vão indo embora -, as pessoas na fila vão sendo chamadas e, quando você chega à sua mesa, chega também o seu prato. Amou o seu dim sum, quer casar com o seu dim sum, e, pra isso, você precisa de mais uma porção de dim sum? Volte outro dia, obrigado. O moço da cozinha só passa na sua mesa pra botar e tirar pratos.

Não sei se esse esquema funcionaria no Brasil, porque a galera aaama conversar com o garçom, pedir a opinião do garçom, perguntar se o garçom prefere o frango ao curry ou ao molho de coco. Mas lá dá certo; eles conseguem administrar o tempo de espera, que é longe de ser catastrófico considerando-se a equação famintos/mesas (1 hora), e todo mundo acaba saindo de lá satisfeito porque, como eu disse, a comida é excelente.

Melhor dim sum da vida. Foto: Sarah Lee/Gaveta de Esquilo

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