Aleph de amor, bet de baixinho

Ontem eu comecei o ulpan, que é o curso intensivo de hebraico para novos imigrantes aqui em Israel. Pelo que entendi, cada cidade tem o seu próprio ulpan, e novas turmas são formadas de acordo com a demanda – mas tudo é padronizado nacionalmente, da capacitação dos professores até a programação de cada módulo. O iniciante, que é o que eu estou fazendo, tem duração de cinco meses, sendo cinco aulas por semana*, cinco horas por dia.

*De domingo a quinta-feira, que é a semana de trabalho em Israel.

A minha sala tem 25 alunos: 22 são russos, ucranianos ou de algum outro país da ex-União Soviética; dois são brasileiros; e uma é japonesa. As professoras falam em hebraico na maior parte do tempo, mas às vezes traduzem para outros idiomas – sempre primeiro para o russo, porque eles são a grande maioria em todas as turmas, e depois para o inglês. Sério, é tanto russo e ucraniano que os comunicados espalhados pela escola, em hebraico, são traduzidos em letras pequenas para o russo, e não o inglês, que geralmente é o idioma internacional. O banheiro feminino tem vários avisos escritos em hebraico e russo que parecem ser importantes. Que avisos são esses? Boa pergunta.

Esta é uma amostra do que fizemos no primeiro dia de aula:

A minha letra normal já é maravilhosa (#sqn); imagina a minha letra em um idioma que comecei a aprender ontem, escrito da direita para a esquerda! Foto: Sarah Lee/Gaveta de Esquilo

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