Diário de bordo do ulpan: meses 1 e 2

Hoje na aula a gente estava escrevendo a base de um dos textos que vamos ter que decorar para o exame final do ulpan, e eu pensei: “uau, há dois meses eu não sabia nem as letrinhas do alfabeto, e agora já consigo escrever meia página de informações!”. Daí achei que seria interessante manter um diário de bordo aqui no blog, registrando a minha evolução no aprendizado de hebraico de mês a mês :)

As aulas começaram no dia 9 de julho; como estou lançando o diário hoje, vou postar aqui os meses 1 e 2.

Minhas anotações nos primeiros dias de aula no ulpan. Foto: Sarah Lee/Gaveta de esquilo

Mês 1 (de 9 de julho a 9 de agosto):

– Coisas importantes que aprendi: como escrever o alephbet (alfabeto hebraico); as diferenças entre letra cursiva e letra de forma; como contar de 1 a 100; como falar os dias da semana; perguntas básicas como “o quê?”, “quem?”, “quando?”, “onde?”, “por quê?”; verbos básicos como “morar”, “estudar”, “escrever” e “trabalhar” – sempre no presente; como conjugar verbos e adjetivos de acordo com o gênero de quem está falando, com quem a pessoa está falando e sobre o que elas estão falando.

– Coisas que me surpreenderam: quando a professora foi ensinar como contar de 1 a 10 e de repente a sala inteira começou a contar junto. Eu era uma das únicas pessoas que ainda não sabiam, e a sensação não foi legal. Foi aí que eu descobri que muita gente da minha sala já tinha estudado hebraico em ulpans em seus países de origem antes de vir para Israel, ou seja, estávamos todos em uma sala teoricamente para iniciantes, mas não estávamos todos no mesmo nível. (leitura complementar aqui)

– Coisas que achei especialmente difíceis: decorar os números e os dias da semana; diferenciar as letras “hey”, “resh” e “chet”.

Anotações ao fim do primeiro mês de aula. Foto: Sarah Lee/Gaveta de esquilo

Mês 2 (de 9 de agosto a 11 de setembro):

– Coisas importantes que aprendi: palavras espaço-temporais como “norte”, “sul”, “leste”, “oeste”, “semana”, “mês”, “ano”, estações do ano; como dizer as horas; palavras relacionadas à casa como “quarto”, “cozinha” e “banheiro”; preposições e conjunções; pronomes possessivos; muitos verbos, e agora também no infinitivo; introdução aos tempos verbais no passado.

– Coisas que me surpreenderam: descobrir (cofcof, na verdade o Alex que me explicou) que todos os verbos em hebraico possuem uma raiz, formada por duas ou três consoantes, que é usada para formar um monte de palavras com significados relacionados. Por exemplo: no verbo לחשוב (“pensar”), a raiz é חשב; e essa raiz é usada para formar a palavra מחשב (“computador”), cujo significado é “o que pensa”.

– Coisas que achei especialmente difíceis: decorar a montoeira de novos verbos que aprendemos a cada semana; ler textos sem vogais. Como eu expliquei aqui, as vogais existem, mas elas aparecem apenas em dicionários, livros infantis e livros de alfabetização. Pra gente no ulpan, no começo tudo era escrito com vogal, mas, conforme avançamos nos estudos, elas estão sumindo das páginas do livro e do caderno.

Anotações ao fim do segundo mês de aula no ulpan. Nós tivemos quase três semanas de férias entre agosto e setembro, mas mesmo assim aprendemos bastante coisa. Foto: Sarah Lee/Gaveta de esquilo

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s