Cinco curiosidades sobre os ônibus de Israel

Todos os dias de manhã eu vou para o ulpan de carona com o Alex e, depois da aula, volto para casa de ônibus. Tava aqui pensando que tem bastante coisa diferente do Brasil, então seguem cinco curiosidades sobre os ônibus de Israel, segundo a minha experiência em Nahariya:

1) O preço da passagem é 4,10 shekels (3,76 reais).

2) Não existe cobrador de ônibus em Israel; a passagem é paga, com dinheiro ou bilhete eletrônico, diretamente com o motorista. Você faz o pagamento, ele mexe na maquininha eletrônica e imprime um bilhete que fica com você. Ou seja, ao contrário do Brasil, onde o motorista dispara assim que o último passageiro entra, em Israel o ônibus só começa a andar depois que a última pessoa faz o seu pagamento. Acho esse esquema um pouco problemático por causa do tempo: se você está com pressa e o ônibus para em um ponto em que vai entrar um monte de gente, você fica lá, empacado, querendo arrancar os cabelos a cada jumento – sempre tem, né – que deixa para contar moedinhas quando já está na cara do motorista.

3) É obrigatório que o motorista imprima e entregue o bilhete de cada passageiro, até porque tem fiscalização: uma vez entraram dois fiscais no meu ônibus e eles foram checando o papelzinho de todo mundo, até dos velhinhos de 200 anos. Só aconteceu uma vez desde que eu cheguei aqui, mas enfim, acontece.

4) Se a maquininha eletrônica do motorista está quebrada, você não paga a passagem; na semana passada eu peguei ônibus de graça por vários dias seguidos porque eles demoraram para consertar.

5) Uma informação que eu sei que é nacional: os ônibus em Israel não circulam durante o Shabat, que começa no pôr do sol da sexta-feira e vai até o pôr do sol do sábado. O Shabat é o dia de descanso semanal do judaísmo, e eles levam isso a sério. De acordo com esta reportagem de 2016, que tem informações interessantes, “A cláusula no regulamento do trânsito que proíbe o transporte público nos dias de repouso foi aprovada em 1991 e, até então, a lei era vaga. De acordo com o regulamento, nenhuma licença será dada para a operação de linhas públicas de ônibus nos dias de repouso (sexta-feira à noite, Shabat, pré-feriados e feriados) – exceto em rotas que atendem pessoas indo para hospitais, comunidades fronteiriças ou comunidades não-judaicas, ou para fornecer um serviço vital para a segurança pública”.

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