Coisas que fazemos quando estamos desempregadas: KonMari no guarda-roupa

Já faz um tempinho que eu queria dar uma geral no guarda-roupa, e, depois de assistir a uns episódios de “Ordem na Casa”, no Netflix, me veio a inspiração. Para quem não conhece, “Ordem na Casa” é um programa onde a Marie Kondo, japonesa que é a papisa fofinha da organização pessoal, vai até a casa das pessoas ensinando o método KonMari que ela mesma desenvolveu.

O método KonMari tem seis regras básicas, que são:

1) Comprometa-se com a arrumação
2) Visualize o seu estilo de vida ideal
3) Termine de descartar o que precisa ser descartado antes de seguir para outras coisas
4) Organize por categoria, não por localização
5) Siga a ordem correta
6) Pergunte a si mesmo: isso desperta alegria? (em inglês: “does it spark joy?”)

As categorias citadas na regra número quatro são: roupas, livros, papeis, itens aleatórios, e, por último, itens sentimentais. A regra número cinco fala para seguir essa ordem porque assim o “alegrômetro” vai ficando apurado para quando chega a vez dos itens sentimentais, e deu certo para mim porque roupas são a primeira coisa que eu queria arrumar mesmo.

Na série que passa no Netflix, o primeiro passo da arrumação das roupas é juntar tudo o que a pessoa tem e botar numa pilha só. Todas as roupas espalhadas pela casa, em gavetas, prateleiras, araras… tudo. Depois, é segurar peça por peça e perguntar: “isso desperta alegria?”. O que for “sim” vai pra um lado. E o que for “não”? É mais interessante. A Marie Kondo instrui que a pessoa não deve simplesmente tacar a peça no lixo, mas agradecer a peça, tipo “obrigada pelos seus serviços”, e só então coloca-la com cuidado na pilha do “não”. No fim, é dobrar tudo bonitinho – ela tem um método próprio para isso também – e arrumar os “sim”s no guarda-roupa e dar um fim aos “não”s.

O que funcionou para mim

Todas as minhas roupas empilhadas em cima da cama. Does it spark joy? Foto: Sarah Lee/Gaveta de Esquilo

– Eu gostei da ideia de botar todas as roupas em uma pilha só. Acho que como fica tudo espalhado, a gente perde a noção de quanta coisa a gente tem. No meu caso o impacto não foi grande porque eu não tenho tanta roupa assim (especialmente para uma ex-jornalista de moda), mas eu acho a ideia boa. É tipo quando a mulher daquele reality de dieta You Are What You Eat botava tudo que a pessoa come em uma semana de uma vez, em cima de uma mesa gigante. É o choque de ver tudo junto.

– Segurar peça por peça faz sentido porque você presta mais atenção. Além da questão do “desperta alegria?”, você nota o tecido, a cor, a modelagem, e toma tempo para pensar se ela ainda faz sentido no seu guarda-roupa.

– Agradecer as peças que você não vai mais usar é o grande trunfo do método KonMari. Eu acho que quando a gente arruma o armário, muita coisa que deveria ir embora acaba ficando porque a a gente se sente culpada em se desfazer da peça. “Ah, esse vestido me acompanhou em tantas festas boas” – e fica lá o vestido que já tá quase transparente de tão gasto. “Ah, essa camiseta que era a minha favorita durante a faculdade” – e fica lá a camiseta com o sovaco amarelo impossível de lavar. A abordagem da Marie Kondo é inteligente porque te fazer reconhecer que aquela peça te serviu bem, e que está na hora dela partir, e que você pode fazer isso com o coração leve.

O que não funcionou para mim

– Eu acho que a pergunta “isso desperta alegria?” não funciona sozinha como indicativo do que deve ficar e do que deve sair do guarda-roupa. Talvez dê certo na última categoria, de itens sentimentais, mas para roupas, que é um negócio muito prático, não adianta só a peça te despertar alegria. Por exemplo: eu tinha vários itens lindos no meu armário que eu nunca escolhia para vestir, mas que me despertavam alegria, porque, como eu disse, eles são lindos. Durante a arrumação, eu fiz questão de experimentar todas essas peças que eu não uso faz tempo, e, surpresa!, várias delas já não cabem mais em mim, porque eu engordei uns quilos nos últimos dois anos. Eu acho que, com roupa, a gente tem que ser muito honesta com a gente mesma. “Eu vou fazer alguma coisa para perder peso e voltar a caber nessa saia? Não? Então ‘obrigada, saia, você foi boa para mim, agora está na hora de você ir vestir outra pessoa’.”

Ao final do processo, as peças do “sim” voltaram pro armário. Estas são as minhas calças (e uns vestidos), dobradas do jeito que a Marie Kondo sugere, para ficarem assim “em pé”. Foto: Sarah Lee/Gaveta de Esquilo

Para terminar, só quero deixar aqui este tweet maravilhoso:

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