Vi no Pinterest – Maggie Cole

Bora sacudir essa poeira de crise existencial que se assentou no blog? O assunto de hoje é: ilustrações de gatinhos.

Vi no Pinterest uma ilustração linda assinada por essa artista Maggie Cole e fui procurar mais informações, mas as únicas coisas que encontrei são que ela mora em Nebraska, nos Estados Unidos, e que suas ilustrações são “para pessoas que gostam de pessoas, e que talvez gostem de gatos, também” (estamos aqui pelos gatos).

“Snugs”
“Cat Hat”
“Grooming”
“Turban Twins”
“Mondays”
“Blowdry”

E essa que é maravilhosa:

“Role Reversal”

Também amei este pôster dos personagens de Stranger Things:

(Imagens: reprodução site maggiecoledraws.com Ela também tem uma página no Facebook e um perfil no Instagram)

(E a quem interessar possa, este é o meu perfil no Pinterest)

I Have No Idea What I’m Doing

Este post é uma narrativa visual das sete fases da perda de controle sobre a própria vida, ilustrada exclusivamente por gifs com a frase “I Have No Idea What I’m Doing”:

Fase 1: “hahaha, não faço ideia do que tô fazendo, mas tudo bem! Caos e liberdadeee! Wiiiii!!”.

Fase 2: “Ok, já faz um tempo que eu não tenho a mínima noção do que estou fazendo; será que devo começar a me preocupar?”.

Fase 3: “Relaxa, é só demonstrar autoconfiança e tudo vai terminar bem”.

Fase 4: Tentando colocar a vida em ordem.

Fase 5: Falhando miseravelmente.

Fase 6: “Eu sou uma farsa e TODO MUNDO SABE!”.

Fase 7: Chorando de boca aberta.

(Gifs: reprodução)

Unidos da Baixa Autoestima

Imagem: reprodução Sarah Andersen

Tem esse negócio que nós da baixa autoestima fazemos, que é associar o nosso próprio valor às coisas que a gente produz. Se produzimos algo bom (tiramos nota 10 no TCC, entregamos um projeto de sucesso no trabalho, assamos um bolo de fubá que é devorado em cinco minutos) = somos okzinho. Se produzimos algo ruim = “UAARRGGHHHH, eu sou a mosca do cocô do cavalo do bandido, não sirvo pra nada, I wish I was special, you’re so fuckin’ special, but I’m a creep”.

A pegadinha é que: o nosso valor é associado às coisas que a gente produz, e as coisas que a gente produz são associadas à opinião dos outros. Para tirar nota 10 no TCC, a banca tem que ficar impressionada com o seu documentário sobre transtorno bipolar; pro seu projeto ser um sucesso no trabalho, a diretoria tem que avaliar que ele vai satisfazer os objetivos da empresa; pro bolo de fubá ser devorado em cinco minutos, a sua família tem que achar que ele está fofinho e saboroso sem ser doce demais.

Na vida adulta, a maior parte do que a gente produz é relacionada ao trabalho, por isso a gente acaba se deixando definir por ele. Se temos um trabalho que as pessoas consideram bom = somos bons; se temos um trabalho que as pessoas consideram ruim = somos ruins.

E se não temos trabalho? Não somos nada, né.

Só que não, minha gente! Vamos parar de acreditar que o nosso valor depende do que a gente produz! Nem tudo na vida cabe numa caixinha pra gente mostrar pras pessoas e ter a aprovação delas! Só a gente sabe das nossas próprias escolhas e das nossas próprias conquistas! Super Xuxa contra Baixo Astral!

Escrevi este post porque passei os últimos meses chateadíssima com uma coisa que me foi dita no fim do ano passado. Uma pessoa do nosso círculo de conhecidos aqui em Israel perguntou se eu estava trabalhando, e eu respondi que não – na época eu ainda estava na escola intensiva de hebraico, e tinha tomado a decisão de só começar a trabalhar depois de finalizar o curso, porque queria uma imersão total nos estudos. Daí o serumani vira e me fala: “Você tem tanta sorte de ter casado com um cara que tem um emprego bom e que pode te comprar tudo que você quiser”.

Fiquei com a cara no chão. Pelo machismo e pela falta de noção da pessoa, é claro, mas também porque internalizei esse julgamento como algo muito profundo e íntimo (e que só estou compreendendo agora!). Minha autoestima fez hara-kiri porque nessa armadilha de vincular valor a produto, se você não trabalha, você não tem um produto para mostrar pros outros; se você não tem um produto para mostrar pros outros, você não está criando valor; se você não está criando valor, você não tem valor. Nesse pira pirá pirô, eu despenquei de “mulher no controle do próprio destino corajosa navegando novos mares arrasando no aprendizado de idioma treta” para “mulher que não é nada”.

PODE PARAR!

Não caiamos mais nessa, amores.

Caderno de quotes de livros: Life of Pi

Agora que terminei de ler “Life of Pi”, estou curiosa para ver como o livro foi adaptado para o cinema. Me parece uma obra difícil de ser contada só com ação, porque no texto escrito o Pi é tão instrospectivo; sinto que muitas nuances acabariam se perdendo. E: duvido que, no filme, o último capítulo tenha a mesma graça do livro! Vamos ver. Eu demorei bastante para engatar, mas no fim gostei muito da história.

“Life of Pi”, de Yann Martel, para o meu caderno de quotes de livros:

“There are always those who take it upon themselves to defend God, as if Ultimate Reality, as if the sustaining frame of existence, were something weak and helpless. These people walk by a widow deformed by leprosy begging for a new paise, walk by children dressed in rags living in the street, and they think, ‘Business as usual.’ But if they perceive a slight against God, it is a different story. Their faces go red, their chests heave mightily, they sputter angry words. The degree of their indignation is astonishing. Their resolve is frightening.

These people fail to realize that it is on the inside that God must be defended, not on the outside. They should direct their anger at themselves. For evil in the open is but evil from within that has been let out. The main battlefield for good is not the open ground of the public arena but the small clearing of each heart.” (p. 89-90)

“It’s important in life to conclude things properly. Only then can you let go. Otherwise you are left with words you should have said but never did, and your heart is heavy with remorse.” (p. 360)

“The world isn’t just the way it is. It is how we understand it, no? And in understanding something, we bring something to it, no? Doesn’t that make life a story?” (p. 380)

Como o Mingau virou o gato da Magali

Eu amo as historinhas da Turma da Mônica; quando eu era criança, a gente recebia os gibis em casa por assinatura mensal, e, mesmo assim, eu sempre parava para ler quando via um exemplar na casa de alguém. A minha prima Florencia, por exemplo, também tinha um monte de gibis na casa dela, e eles inevitavelmente me atraíam quando eu ia lá pra gente brincar:

[MiniSarah deitada no chão do quarto da MiniFlor, lendo um gibi da Magali]

MiniFlor brava, parada na porta do quarto: – Você veio pra brincar ou pra ler gibi??

MiniSarah: – Pra brincar!

[Passam cinco segundos e ninguém se mexe]

MiniFlor: – Então, você não vem??

MiniSarah: – Pera, deixa eu terminar essa historinha!

Ontem a página da Turma da Mônica no Facebook postou na íntegra a primeira história da Magali com o Mingau – meus dois personagens favoritos -, que saiu no gibi Magali nº1, de fevereiro de 1989! Eu nunca tinha lido essa historinha, e achei a coisa mais fofa e triste-mas-com-final-feliz do mundo (a minha Kitty também é adotada; e aqui em Israel tem tantos gatinhos de rua… No começo eu ficava feliz de ver gatos por todo lado, mas agora só fico triste por eles – mas enfim, isso é outra história). Não resisti, e tive que publicar aqui no blog:

(Imagens: reprodução Facebook Turma da Mônica)