It’s time to get serious about joy and fulfillment

Hoje recebi uma lembrança do Facebook que foi ao mesmo tempo bem-vinda e meio triste. Bem-vinda porque eu estava precisando ler algo do tipo, e meio triste porque, cinco anos depois, eu ainda preciso ler algo do tipo. O post era sobre o trecho de um texto da escritora americana Anne Lamott em que ela fala sobre perfeccionismo; vou republica-lo abaixo:

“It’s time to get serious about joy and fulfillment, work on our books, songs, dances, gardens. But perfectionism is always lurking nearby, like the demonic prowling lion in the Old Testament, waiting to pounce. It will convince you that your work-in-progress is not great, and that you may never get published. (Wait, forget the prowling satanic lion–your parents, living or dead, almost just as loudly either way, and your aunt Beth, and your passive-aggressive friends, whom we all think you should ditch, are going to ask, ‘Oh, you’re writing again? That’s nice. Do you have an agent?’)

Oh my God, what if you wake up some day, and you’re 65, or 75, and you never got your memoir or novel written; or you didn’t go swimming in warm pools and oceans all those years because your thighs were jiggly and you had a nice big comfortable tummy; or you were just so strung out on perfectionism and people-pleasing that you forgot to have a big juicy creative life, of imagination and radical silliness and staring off into space like when you were a kid? It’s going to break your heart. Don’t let this happen. Repent just means to change direction – and NOT to be said by someone who is waggling their forefinger at you. Repentance is a blessing. Pick a new direction, one you wouldn’t mind ending up at, and aim for that. Shoot the moon.”

I Have No Idea What I’m Doing

Este post é uma narrativa visual das sete fases da perda de controle sobre a própria vida, ilustrada exclusivamente por gifs com a frase “I Have No Idea What I’m Doing”:

Fase 1: “hahaha, não faço ideia do que tô fazendo, mas tudo bem! Caos e liberdadeee! Wiiiii!!”.

Fase 2: “Ok, já faz um tempo que eu não tenho a mínima noção do que estou fazendo; será que devo começar a me preocupar?”.

Fase 3: “Relaxa, é só demonstrar autoconfiança e tudo vai terminar bem”.

Fase 4: Tentando colocar a vida em ordem.

Fase 5: Falhando miseravelmente.

Fase 6: “Eu sou uma farsa e TODO MUNDO SABE!”.

Fase 7: Chorando de boca aberta.

(Gifs: reprodução)

Unidos da Baixa Autoestima

Imagem: reprodução Sarah Andersen

Tem esse negócio que nós da baixa autoestima fazemos, que é associar o nosso próprio valor às coisas que a gente produz. Se produzimos algo bom (tiramos nota 10 no TCC, entregamos um projeto de sucesso no trabalho, assamos um bolo de fubá que é devorado em cinco minutos) = somos okzinho. Se produzimos algo ruim = “UAARRGGHHHH, eu sou a mosca do cocô do cavalo do bandido, não sirvo pra nada, I wish I was special, you’re so fuckin’ special, but I’m a creep”.

A pegadinha é que: o nosso valor é associado às coisas que a gente produz, e as coisas que a gente produz são associadas à opinião dos outros. Para tirar nota 10 no TCC, a banca tem que ficar impressionada com o seu documentário sobre transtorno bipolar; pro seu projeto ser um sucesso no trabalho, a diretoria tem que avaliar que ele vai satisfazer os objetivos da empresa; pro bolo de fubá ser devorado em cinco minutos, a sua família tem que achar que ele está fofinho e saboroso sem ser doce demais.

Na vida adulta, a maior parte do que a gente produz é relacionada ao trabalho, por isso a gente acaba se deixando definir por ele. Se temos um trabalho que as pessoas consideram bom = somos bons; se temos um trabalho que as pessoas consideram ruim = somos ruins.

E se não temos trabalho? Não somos nada, né.

Só que não, minha gente! Vamos parar de acreditar que o nosso valor depende do que a gente produz! Nem tudo na vida cabe numa caixinha pra gente mostrar pras pessoas e ter a aprovação delas! Só a gente sabe das nossas próprias escolhas e das nossas próprias conquistas! Super Xuxa contra Baixo Astral!

Escrevi este post porque passei os últimos meses chateadíssima com uma coisa que me foi dita no fim do ano passado. Uma pessoa do nosso círculo de conhecidos aqui em Israel perguntou se eu estava trabalhando, e eu respondi que não – na época eu ainda estava na escola intensiva de hebraico, e tinha tomado a decisão de só começar a trabalhar depois de finalizar o curso, porque queria uma imersão total nos estudos. Daí o serumani vira e me fala: “Você tem tanta sorte de ter casado com um cara que tem um emprego bom e que pode te comprar tudo que você quiser”.

Fiquei com a cara no chão. Pelo machismo e pela falta de noção da pessoa, é claro, mas também porque internalizei esse julgamento como algo muito profundo e íntimo (e que só estou compreendendo agora!). Minha autoestima fez hara-kiri porque nessa armadilha de vincular valor a produto, se você não trabalha, você não tem um produto para mostrar pros outros; se você não tem um produto para mostrar pros outros, você não está criando valor; se você não está criando valor, você não tem valor. Nesse pira pirá pirô, eu despenquei de “mulher no controle do próprio destino corajosa navegando novos mares arrasando no aprendizado de idioma treta” para “mulher que não é nada”.

PODE PARAR!

Não caiamos mais nessa, amores.

Sonho de princesa

Mudando completamente de assunto: tem um salão de beleza coreano chamado MUI the beauty que eu sigo no Instagram que posta fotos do antes-e-depois das suas clientes, e eu sempre fico muito impressionada com a mudança que um bom styling + make é capaz de promover no serumani.

Meu sonho de princesa é um dia entregar o meu corpinho para uma transformação lá, e sair linda e pivotante por Seul, em um dia de outono em câmera lenta com uma brisa refrescante a balançar meus cabelos (mas só um pouquinho, pra não estragar o penteado).