Caderno de quotes de livros: פו הדוב הכי טוב בעולם

“פו הדוב הכי טוב בעולם” ou “Puff, o melhor urso do mundo”. Que treta foi ler esse livro. Ele é bem maior do que os outros dois em hebraico que eu postei aqui. E fiquei vários dias empacada, porque tava me sentindo tão desanimada nos estudos de hebraico :/ Mas quando cheguei na historinha do Bisonho, que é maravilhosa (eu tava rindo alto lendo livro do Ursinho Puff, minha gente), peguei o ritmo e terminei de ler rapidinho.

Um trecho traduzido para português – porque sou fina e poliglota – para o meu caderno de quotes de livros:

“Puff era um urso com um cérebro muito pequeno, mas ele sabia identificar quando um amigo precisava de ajuda.” (p. 77)

Caderno de quotes de livros: Born to Run

Comecei a ler “Born to Run”, do Christopher McDougall, e na terceira página já estava cansada do texto do autor. “Que textinho de reportagem de revista masculina”, pensei. Fui olhar na contracapa, e, bingo! O moço é editor contribuinte da “Men’s Health”, e entre outros veículos citados estão a “Esquire” e a “Men’s Journal”.

Demoreeei para engatar a leitura, mas fiquei feliz de ter me forçado a continuar, porque o livro fica muito interessante quando ele para de contar histórias sobre ele mesmo e começa a falar sobre ciência. A parte sobre humanos terem evoluído para correr foi especialmente interessante para mim, porque faz pouco tempo que li “Sapiens – A Brief History of Humankind” e o tema “evolução” ainda está fresquinho na cabeça. Também valeu pela parte em que ele argumenta que a Nike fez um grande desserviço ao mundo ao inventar os tênis de corrida modernos.

Duas passagens para o meu caderno de quotes de livros:

“’Every morning in Africa, a gazelle wakes up,’ Bannister said. ‘It knows it must outrun the fastest lion or it will be killed. Every morning in Africa, a lion wakes up. It knows it must run faster than the slowest gazelle, or it will starve. It doesn’t matter whether you’re a lion or a gazelle – when the sun comes up, you’d better be running.” (p. 13)

“Deny your nature, and it will erupt in some other, uglier way.” (p. 99)

Caderno de quotes de livros: Life of Pi

Agora que terminei de ler “Life of Pi”, estou curiosa para ver como o livro foi adaptado para o cinema. Me parece uma obra difícil de ser contada só com ação, porque no texto escrito o Pi é tão instrospectivo; sinto que muitas nuances acabariam se perdendo. E: duvido que, no filme, o último capítulo tenha a mesma graça do livro! Vamos ver. Eu demorei bastante para engatar, mas no fim gostei muito da história.

“Life of Pi”, de Yann Martel, para o meu caderno de quotes de livros:

“I have nothing to say of my working life, only that a tie is a noose, and inverted though it is, it will hang a man nonetheless if he’s not careful.” (p. 7)

“There are always those who take it upon themselves to defend God, as if Ultimate Reality, as if the sustaining frame of existence, were something weak and helpless. These people walk by a widow deformed by leprosy begging for a new paise, walk by children dressed in rags living in the street, and they think, ‘Business as usual.’ But if they perceive a slight against God, it is a different story. Their faces go red, their chests heave mightily, they sputter angry words. The degree of their indignation is astonishing. Their resolve is frightening.

These people fail to realize that it is on the inside that God must be defended, not on the outside. They should direct their anger at themselves. For evil in the open is but evil from within that has been let out. The main battlefield for good is not the open ground of the public arena but the small clearing of each heart.” (p. 89-90)

“It’s important in life to conclude things properly. Only then can you let go. Otherwise you are left with words you should have said but never did, and your heart is heavy with remorse.” (p. 360)

“The world isn’t just the way it is. It is how we understand it, no? And in understanding something, we bring something to it, no? Doesn’t that make life a story?” (p. 380)

Caderno de quotes de livros: Sapiens – A Brief History of Humankind

“Que baita livrão” é o que eu tenho a dizer sobre “Sapiens – A Brief History of Humankind”, do historiador israelense Yuval Noah Harari. Passei vergonha lendo e me dando conta do meu minguado conhecimento sobre… Tudo. Um exemplo: eu sempre achei que os humanos evoluíram de forma linear – tipo, o Homo Ergaster evoluiu para o Homo Erectus, o Homo Erectus evoluiu para o Homo Neanderthal, o Homo Neanderthal evoluiu para o Homo Sapiens. NOPE! Há 100 mil anos, pelo menos seis espécies diferentes de humanos caminhavam ao mesmo tempo pela Terra! E: quando o Homo Sapiens chegou ao Oriente Médio e à Europa, a região já era habitada por Neanderthals. O que aconteceu com eles? Por que desapareceram do planeta? Harari escreve (tradução livre): “A tolerância não é uma marca registrada do Sapiens. Em tempos modernos, uma pequena diferença de cor de pele, dialeto ou religião é suficiente para levar um grupo de Sapiens a tentar exterminar outro grupo. Será que os Sapiens antigos seriam mais tolerantes com uma espécie humana completamente diferente? É bem possível que, quando os Sapiens encontraram os Neanderthals, o resultado tenha sido a primeira e mais significativa campanha de limpeza étnica da história”.

“What the eita?” Gif: reprodução

Eu tinha separado vááárias aspas para o caderno de quotes de livros, mas como a maior parte delas depende do contexto de um capítulo inteiro, vou listar apenas esta “pequena” passagem de uma página e meia:

“Culture tends to argue that it forbids only that which is unnatural. But from a biological perspective, nothing is unnatural. Whatever is possible is by definition also natural. A truly unnatural behavior, one that goes against the laws of nature, simply cannot exist, so it would need no prohibition. No culture has ever bothered to forbid men to photosynthesise, women to run faster than the speed of light, or negatively charged electrons to be attracted to each other.

In truth, our concepts ‘natural’ and ‘unnatural’ are taken not from biology, but from Christian theology. The theological meaning of ‘natural’ is ‘in accordance with the intentions of the God who created nature’. Christian theologians argued that God created the human body, intending each limb and organ to serve a particular purpose. If we use our limbs and organs for the purpose envisioned by God, then it is a natural activity. To use them differently than God intends is unnatural. But evolution has no purpose. Organs have not evolved with a purpose, and the way they are used is in constant flux. There is not a single organ in the human body that only does the job its prototype did when it first appeared hundreds of millions of years ago. Organs evolve to performe a particular function, but once they exist, they can be adapted for other usages as well. Mouths, for example, appeared because the earliest multicellular organisms needed a way to take nutrients into their bodies. We still use our mouths for that purpose, but we also use them to kiss, speak and, if we are Rambo, to pull the pins out of hand grenades. Are any of these uses unnatural simply because our worm-like ancestors 600 million years ago didn’t do these things with their mouths?

Similarly, wings didn’t suddenly appear in all their aerodynamic glory. They developed from organs that served another purpose. According to one theory, insect wings evolved millions of years ago from body protusions on flightless bugs. Bugs with bumps had a larger surface area than those without bumps, and this enabled them to absorb more sunlight and thus stay warmer. In a slow evolutionary process, these solar heaters grew larger. The same structure that was good for maximum sunlight absorption – lots of surface area, little weight – also, by coincidence, gave the insects a bit of a lift when they skipped and jumped. Those with bigger protusions could skip and jump farther. Some insects started using the things to glide, and from there it was a small step to wings that could actually propel the bug through the air. Next time a mosquito buzzes in your ear, accuse her of unnatural behavior. If she were well behaved and content with what God gave her, she’d use her wings only as solar panels.

The same sort of multitasking applies to our sexual organs and behaviour. Sex first evolved for procreation and courtship rituals as a way of sizing up the fitness of a potential mate. But many animals now put both to use for a multitude of social purposes that have little to do with creating little copies of themselves. Chimpanzees, for example, use sex to cement political alliances, establish intimacy and defuse tensios. Is that unnatural?” (p. 147-148)

Caderno de quotes de livros: הרפתקאותיו הרבות של פו הדוב

Mais um título para a minha maravilhosa lista de livros (dois, contando com este!) que já consegui ler em hebraico: “הרפתקאותיו הרבות של פו הדוב”, ou, em bom português, “as muitas aventuras do urso Pooh”. Sim, eu passei as últimas semanas concentrada na laboriosa leitura de histórias sobre o Ursinho Puff e seus amigos.

Esta é a continuação do esquema que comecei com o “למה חתולים לא נחמדים“, de ir copiando o livro à mão e procurando a tradução de todas as palavras que não conheço. Gente, vocês não estão entendendo como é difícil… Cada frase tem cinco palavras desconhecidas; cada página é meia hora de trabalho. Fico pensando que há dois anos eu editava textos de jornalistas, e hoje eu peno para ler uma página de livro infantil – sendo que 3/4 da página é só desenho… Snif. Segue uma amostra das minhas anotações do Ursinho Puff:

Clique para aumentar. Foto: Sarah Lee/Gaveta de esquilo

E uma amostra – traduzida para o português! – para o meu caderno de quotes de livros:

“Carregado pelo vento, Leitão passou voando ao lado de Puff.
‘Olá, Leitão, eu estou indo te visitar agora mesmo’, disse Puff.
‘Que gentileza, mas eu não estou em casa no momento’, respondeu Leitão.
Puff então se deu conta de que seu amigo estava em apuros.”

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