Caderno de quotes de livros: The Handmaid’s Tale

The Handmaid’s Tale é uma das melhores séries que eu já vi na vida, ponto; então depois da primeira temporada, eu estava obviamente curiosa para ler o livro da Margareth Atwood no qual o roteiro é baseado, e eis que o anjo na Terra que é a minha amiga Jana me envia o livro de presente pelo Correio! <3 Brilha muito, Jana!

Não vou comentar sobre as semelhanças e diferenças entre as obras porque não quero dar spoilers, mas posso dizer que gostei das adaptações feitas para a TV (e para o presente – apesar do “grosso” do livro ser assustadoramente atual, ele é de 1985!), e acho que eles mandaram muito bem no desenvolvimento de todos os personagens.

Para o caderno de quotes de livros:

“When we think of the past it’s the beautiful things we pick out. We want to believe it was all like that.” (p. 30)

“We lived, as usual, by ignoring. Ignoring isn’t the same as ignorance, you have to work at it.” (p. 56)

“Nothing changes instantaneoulsy: in a gradually heating bathtub you’d be boiled to death before you knew it.” (p. 56)

“The tension between her lack of control and her attempt to supress it is horrible. It’s like a fart in church.” (p. 90)

“I sit at the little table, eating creamed corn with a fork. I have a fork and a spoon, but never a knife. When there’s meat they cut it up for me ahead of time, as if I’m lacking manual skills or teeth. I have both, however. That’s why I’m no allowed a knife.” (p. 228)

Caderno de quotes de livros: A Gentleman in Moscow

Ganhei do Oleg como presente de Natal / Ano Novo, e confesso que não esperava muito: eu nunca tinha ouvido falar do autor, e a sinopse não me instigou. Mas depois de algumas dezenas de páginas, já estava apaixonada pelos personagens e pelo storytelling; este é um daqueles livros que me fazem querem escrever um livro um dia, mas daí eu penso “putz, eu nunca vou conseguir escrever nada tão bom”, e logo desisto.

Algumas passagens de “A Gentleman in Moscow”, de Amor Towles, para o meu caderno de quotes de livros:

“’Tis a funny thing, reflected the Count as he stood ready to abandon his suite. From the earliest age, we must learn to say good-bye to friends and family. We see our parentes and siblings off at the station; we visit cousins, attend schools, join the regiment; we marry, or travel abroad. It is part of the human experience that we are constantly gripping a good fellow by the shoulders and wishing him well, taking comfort from the notion that we will hear word from him soon enough.” (p. 14)

“When Emile Zhukovsky was lured to the Metropol as chef de cuisine in 1912, he was given command of a seasoned staff and a sizable kitchen. In addition, he had the most celebrated larder east of Vienna. On his spice shelves was a compendium of the world’s predilections and in his cooler a comprehensive survey of birds and beasts hanguing from hooks by their feet. As such, one might naturally leap to the conclusion that 1912 had been a perfect year in which to measure the chef’s talents. But in a period of abundance any half-wit with a spoon can please a palate. To truly test a chef’s ingenuity, one must instead look to a period of want.” (p. 26)

“Leaning forward, Nina cupped her palms against the glass and squinted. ‘If only I were there and she was here,’ she sighed. And there, thought the Count, was a suitable plaint for all mankind.” (p. 61)

“To what end, he wondered, had the Divine created the stars in heaven to fill a man with feelings of inspiration one day and insignificance the next?” (p. 125)

“’If you are ever in doubt, just remember that unlike adults, children want to be happy. So they still have the ability to take the greatest pleasure in the simplest things.’” (p. 253)

“Like a reel in which the dancers form two rows, so that one of their number can come skipping brighty down the aisle, a concern of the Count’s would present itself for his consideration, bow with a flourish, and then take its place at the end of the line so that the next concern could come dancing to the fore.” (p. 267)

“’It is one of the intrinsic limitations of being young, my dear, that you can never tell when a grand adventure has just begun.’” (p. 360)

Caderno de quotes de livros: ? למה חתולים לא נחמדים

Gente, terminei de ler o meu primeiro livro em hebraico! \o/ Ok, é um livro para crianças, e ele tem muito mais desenhos do que texto, mas mesmo assim: \o/

O Alex me deu de presente quando eu ainda estava no ulpan, para comemorar o resultado de uma prova em que eu arrasei. O nome é “? למה חתולים לא נחמדים” (“Por que os gatos não são legais?”), de Uri Levron, com ilustrações fofíssimas de Michal Shalev. Uma passagem – traduzida para o português, meu bem – para o meu caderno de quotes de livros, só para registrar aqui este momento histórico:

“[Por que os gatos não são legais?] Talvez porque eles têm medo? Que alguém os peguem no colo, ou que os deixem cair, que os puxem pelo rabo, ou pelas orelhas, que mexam neles demais, ou de menos, que lhes façam coisas que eles não gostam, ou, simplesmente, que arruínem seus penteados.”

Caderno de quotes de livros: A Knight of the Seven Kingdoms

Mais um livro do George R. R. Martin que se passa no universo A Song of Ice and Fire – mas cerca de 90 anos antes dos acontecimentos narrados no “A Game of Thrones”. “A Knight of the Seven Kingdoms” reúne três contos que giram em torno do cavaleiro andante Dunk e seu escudeiro Egg, e as histórias são uma graça. Tem mortes brutais e corpos em decomposição, sim, mas o que fica é a fofura que é o desenvolvimento dos personagens centrais. Parece que mais contos de Dunk e Egg vão ser lançados depois de “The Winds of Winter” (o aguardadíssimo sexto livro da saga A Song of Ice and Fire), e já quero ler todos!

Para o caderno de quotes de livros:

“He should have turned and fled, but he ran toward her instead, running slowly as you always did in dreams, as if the very air had turned to honey.” (p. 204)

Caderno de quotes de livros: S.

Uma pausa nos posts sobre Israel porque estou com dois livros que já terminei faz tempo e não atualizei no meu caderno de quotes.

O primeiro é o “S.”, que ganhei de presente do Alex e é um dos livros mais diferentões que eu já vi. É meio “Inception”, porque é um livro dentro de um livro, com uma história que se desenvolve em cima de outra história em cima desse livro dentro do outro livro (ahn?!). Pois é: ele é escrito pelo Doug Dorst e idealizado pelo J. J. Abrams (Lost; “Cloverfield”; “Mission: Impossible”).

Pro caderno de quotes de livros:

“’That’s why people like Vévoda always have the advantage, you know,’ Corbeau says, rubbing her nose. ‘Over people like us. Because we’re cursed with the belief that people matter. It’s much, much easier to bend the world to your will if bending the world is what matters most to you.’” (p. 133)

A shooter is not just a man with a gun, he thinks as he runs, but a man who chooses to pull its trigger.” (p. 253)

“’If you mistreat many, many people for many, many years, eventually one of them will grow desperate enough to risk her life to stop you,’ she says. ‘One person’s audacity: the only prerequisite for resistance.’” (p. 402)